domingo, 1 de março de 2009

Que loucuras fazem os putos!

Que loucuras fazem os putos! A albufeira da barragem do Zêzere era a nossa praia mais próxima e a ponte a nossa prancha de mergulhos, pelo menos até aos 15 ou 16 anos de idade. Quando o tempo já o permita, lá íamos em grupos pequenos nadar na enorme piscina que era a albufeira. Daí até à curiosidade de experimentar saltar da ponte para a piscina, uma enormidade de metros, sem qualquer treino adequado, foi um vê se te avias. A única precaução era o cuidado de saltar de pés. Foi um milagre não se ter dado um desastre fatal! Anos mais tarde, já na casa dos 30 anos, viajava eu de carro de Lisboa para o Porto, resolvi fazer um desvio para passar por Cernache. Ao atravessar a ponte, lembrei-me da proeza e desci à margem onde costumávamos nadar. Quando olhei para cima e tive a noção da altura a que mergulhávamos fiquei aterrorizado. Que loucuras fazem os putos! Cernache não estava muito mudada. Mas ver o externato velho, o ginásio e o terreno naquele estado foi um choque. Fui ao café do Cipriano, não vi nenhuma cara conhecida. Parei num bar da rua principal para comprar um refresco e ao sair dei de caras com o que julguei ser um José Oliveira muito envelhecido. Corri atrás dele, chamei-o, disse-lhe quem era, mas não me reconheceu, nem me respondeu. Que desilusão!
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10 comentários:

Natércia Martins disse...

Lembro-me que vocês iam até à albufeira nadar Sempre achei perigoso, eu que tenho um medo tremendo a água e nem sei nadar Por isso olhava quem lá ia como verdadeiros atletas.
O Zé Oliveira motrreu atropelado há perto de 15 anos, lá mesmo em Cernache.

Sérgio Lopes disse...

Tudo bem Natércia, o medo da água também se vence!
Acredita... Vamos lá a tomar o segundo banho da tua vida, por que quando nasceste a parteira ter-te-ía dado o primeiro banho e tu sobreviveste até aqui :) :) :)

Coitado do Zé Oliveira, que morte horrorosa!

Natércia Martins disse...

Dentro de água ...... tudo bem Desde que não passe do nivel dos joelhos. É por isso que só tomo duche. Não dá margem para morrer afogada.

Sérgio Lopes disse...

Espertinha! Fugiste à questão nuclear e, na corrida, agarraste-te ao douche que é água da cabeça aos pés :) :) :)

Natércia Martins disse...

Mas desaparece pelo ralo .....

Sérgio Lopes disse...

Agora apanhaste-me bem, ó Natércia eheheheh

José Avelar disse...

COLEGAS
A morte José Oliveira foi bastante
trágica, recordo-me dele,com muita saudade,as suas táticas no futebol companheirismo que sempre punha nas equipes que orientava são valores que hoje andam afastados das pessoas.
Ele tinha um filho que cheguei a conhecer aqui nas Caldas, nas férias,e que andava nos Pupilos do Exercito,muito antes de ir para o IVS.Nunca mais soube nada dele
Um abraço
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ps-terá sido a sua falta de ouvido , no nosso tempo já o era quanto mais com aquela idade.

Acácio Leite disse...

Eu também me recordo do José Oliveira com muito carinho , Toda a gente o tratava por tu e não sei se se lembram ele era o responsável pelo laboratório . Foi com ele que joguei pela primeira vez á baliza da equipa do Ivs num jogo , em Figueiró dos Vinhos , quando o nosso guarda-redes partiu um abraço ao terminar a primeira parte . Esse guarda-redes era externo e usava uma bota com uma sola de 12 ou 15 cm pois era defeituoso. Alguém se lembra dele?

Sérgio Lopes disse...

Pois é, o Zé Oliveira era surdo que nem uma porta, ainda novo, já idoso seria completamente surdo. Aí estava um homem sempre pronto a ajudar-nos, quer no futebol, quer noutra coisa qualquer.

Se alguém se lembrar de mais pormenores da história comum que partilhámos com o saudoso José Oliveira, recorta-se a foto dele com os jogadores e faz-se uma homenagem que ele bem merece.

Acácio, eu lembro-me bem do nosso ex-colega com a bota ortopédica. Era impressionante como ele se conseguia elevar à bola. E também parecia não ter complexos, fazia tudo o que nós fazíamos. O que a medicina avançou, hoje não há coxos, nem marrecos, e pode escolher-se o sexo e a cor dos olhos dos filhos. Tudo isto durante a nossa vida!

Natércia Martins disse...

Vocês lembram-se que o Zé Oliveira tinha muita habilidade para o desenho. Lembro-me que adorávamos, ir para a sala 9 cá em baixo onde funcionava o laboratório. Tinha um quadro de ardósia. Faziamos um risco qualquer e depois ele desenhava uma figura ou um objecto a partira desse risco.