sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Deus Escreve Direito por Linhas Tortas...

DUAS HISTÓRIAS NUMA SÓ Um belo dia eu e o Guerra Roque combinámos ter umas folgas das aulas e, depois de muito pensarmos, como estávamos a chegar ao mês de Maio, combinámos ir dizer ao Dr. JVS que tínhamos feito uma promessa qualquer e tínhamos que ir a pé de Cernache do Bonjardim a Fátima. Lá fomos para o gabinete, pusemos a questão ao Director e ele logo de caras disse que nós estávamos doidos, por que não podíamos faltar tantos dias às aulas e correu connosco do gabinete. Passados poucos dias fomos lá outra vez e insistimos no nosso pedido, desta vez martelando no lado religioso dele e percebemos que ele começava a ceder, mas que ia pensar e depois nos diria alguma coisa. Quando fomos chamados a questão que se punha é que era muito tempo (suponho que 5 dias) e mais a mais eu tinha um jogo de andebol pela mocidade portuguesa muito importante a fazer no sábado, imediatamente a seguir ao dia 13 contra os campeões crónicos nacionais – o liceu Passos Manuel de Lisboa.-, e não me podia cansar muito porque eu era o artilheiro-mor da equipa (da equipa da mocidade que não a do IVS, pois esse era o Daniel). Começámos a negociar e então no fim a coisa ficou decidida assim: Não partíamos de Cernache mas sim de Tomar e o Director como ia a Fátima trazia-nos no dia 13 no seu carro. Aceitámos e então fomos ter com o comandante da M.P. (um sujeito idoso que não me lembro o nome) para tratarmos do equipamento e da logística, que nos foi logo avisando que iríamos mas em representação da M.P. do IVS. No dia da partida recebemos a credencial e instruções do tal senhor e lá fomos de carreira para Tomar e depois 2 dias a pé para Fátima. Lá, apresentámo-nos ao Comandante-Geral do campo (era um padre) que nos fez aquela saudação especial e nós limitámo-nos a cumprimentá-lo; perguntou-nos porque é que não íamos com a farda da MP e nós respondemos que não a usávamos, talvez por já termos a nossa, e ele encaminhou-nos para um qualquer chefe de qualquer coisa que nos indicou o sítio onde havíamos de montar a tenda. Já estava a tenda quase montada, quando vem um outro comandante e diz para dispormos a tenda noutra direcção. Já estava outra vez a tenda quase montada na outra direcção, vem ainda outro comandante e diz para nós voltarmos à primeira posição. Eu olhei para o Roque, o Roque olhou para mim e acto contínuo desfizemos o que estava montado para cima da lona que fazia de base, cada um pegou em duas pontas e arrancámos para fora do campo à frente de todos em formatura para distribuição de tarefas para essa noite (não imaginam o número de evacuados, durante a noite, para a CV na maioria dos casos por intoxicação alimentar). Fomos acampar num parque geral ao lado e no dia seguinte lá estávamos nós à porta do parque da M.P (como se lá estivéssemos estado) à espera do Director para irmos para Cernache no seu espada, salvo erro branco, cuja marca não me lembro. Lembram-se que quando havia jogos a nível da M.P. ou do IVS a malta que jogava fazia o peditório entre o resto da malta? Pois bem eu fiz o meu peditório para o tal jogo contra o Passos Manuel e “se bem me lembro” (que saudades do Victorino Nemésio) se eu marcasse 3 golos, pelo menos, e isso em andebol não era nada, recebia não uma boa semanada, mas sim uma boa mesada. Chegou o dia de jogo, os campeões chegaram e quiseram ver o campo. Nós levámos os indivíduos para o nosso campo (o ring de patinagem atrás do edifício velho) e eles imediatamente se negaram a jogar ali porque, diziam eles, o campo não tinha as medidas mínimas. O problema foi resolvido a nível de direcção (eles tinham razão) e então lá foi a malta toda marcar o campo de andebol no campo de futebol. Meus amigos. Aquilo era mais do dobro do que a malta estava habituada a treinar. Entrámos, mesmo assim, muito confiantes e cheio de esperanças de destronar os campeões e 28-0 (VINTE E OITO A ZERO) depois saímos como vocês estão a imaginar. Como vêem não cumpri a “promessa” por inteiro e fui castigado com aquela derrota vergonhosa.
Por Acácio Leite

4 comentários:

Sérgio Lopes disse...

Amigo Acácio,

Lembro e muito bem.

Eu também fiz essa peregrinação a pé com um grupo de colegas (teriam de ser o Prior, o Nogueira e outros). Mas não me recordo do ano. Recordo uma coisa vividamente: a certa altura eu, Prior e Nogueira abandonámos o resto do grupo de fininho e fizemos batota, fomos à boleia e só fizemos a pé uns quilómetros até reencontrar o grupo... Como voltámos não recordo, mas a pé não foi de certeza! Olha quem! Lembro que havia "garotame" a dar com um pau nas estradas e no Santuário... Saímos todos "abençoados"... Que grandes malandrões eramos! Abençoado seja o IVS!

Nem recordo onde ficámos no recinto ou nas imediações do Santuário, nem se o outro grupo era o teu. Tu tens melhor memória, vê lá se te lembras!

Mas recordo uma coisa. Ao regressar ao IVS ainda considerei passar-me para o Seminário das Missões. Só não o fiz por que não me garantiram que três anos após a ordenação seria eleito Papa e me concederiam um privilégio especial: 4 cunhadas e 4 sobrinhas. Até mandei uma foto ao Vaticano para não se enganarem e ainda a tenho
http://2.bp.blogspot.com/_8H0ken3wwtE/SU8H8fxrLlI/AAAAAAAAM9g/x61_GLbTTQE/s320/ksenia-sukhinova-miss-world-009.jpg

ahahahahah!

AntonioMN disse...

Acácio escreveu: ...Aceitámos e então fomos ter com o comandante da M.P. (um sujeito idoso que não me lembro o nome) para tratarmos do equipamento e da logística, que nos foi logo avisando que iríamos mas em representação da M.P. do IVS.
...
Creio que o director da MP era o professor de Física que se chamava Piques e era açoreano ou madeirense, salvo erro.
António Mendes Nunes (Catorze)

Natércia Martins disse...

Voces estao a imaginar o Sérgio padre ? Pois é ..... Querias saber os pecados das meninas ......
Se agora fosses papa e não papá recebias a malta toda do IVS e agora eramos todos santos. Não querias mais nada !

Sérgio Lopes disse...

Ó Natércia eu se tivesse sido papa contribuia para os pecados nas meninas! Não percebeste nada hahahah!