quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Vamos ao Zoo?

Por uma reportagem publicada no i há cerca de dois meses ficámos a saber que o Jardim Zoológico de Lisboa está bem e se recomenda como um dos melhores do mundo. A ideia da sua construção surgiu em 1882, por iniciativa de dois médicos, Van der Laan, holandês vindo para o país a convite de D. Fernando II, marido da rainha D. Maria II, e de Sousa Martins, hoje venerado como santo e milagreiro, com flores e velas na sua estátua ao Campo de Santana. Reuniram-se fundos e o jardim foi inaugurado a 28 de Maio de 1884, num terreno emprestado pelos seus proprietários, mais ou menos onde hoje estão os jardins da Gulbenkian. Houve uma enchente de visitantes nesse ano para ver os 266 mamíferos, 813 aves e 48 répteis em exposição, mas a falta de novidades e a pouca população flutuante da Lisboa do final de oitocentos fez diminuir a afluência e o zoo entrou em crise. Os animais tiveram de ser mudados para um terreno alugado, muito árido, onde hoje está a Praça de Espanha. Quase sem visitantes tudo parecia perdido. Foi então que surgiu a solução da Quinta das Laranjeiras, um espaço que havia sido a quinta de veraneio do conde de Farrobo e onde se deram as mais brilhantes festas de Lisboa no século XIX. O Jardim Zoológico de Lisboa não mais parou de crescer, inclusivamente com a compra de mais quintas contíguas. A entrada que se fazia pela original Quinta das Laranjeiras passou a fazer-se pelo Largo de Sete Rios, inaugurada (projecto do Arquitecto Raul Lino) em 1960. Publicada por António Mendes Nunes, Editor de opinião, no jornal i. Escreve à quarta-feira

7 comentários:

Natércia Martins disse...

Fui algumas vezes ao Jardim Zoológico com os meus alunos, enquanto dava aulas. Era local obrigatório nas excursões da escola.
Lugar mágico segundo me confidenciaram alguns desses alunos, anos mais tarde. Ainda hoje alguns desses garotos guardam a recordação de um passeio por entre animais que nunca mais viram.

Antonio Garcez disse...

Caro A.M.Nunes
É sempre bom ler as tuas crónicas pois há sempre qualquer coisa a acrescentar aos nossos conhecimentos,principalmente no que toca aos pormenores das tuas narrações.
Como diz a Natércia, o Jardim Zoológico é um lugar mágico para as crianças, hoje nem tanto, pois com Net conseguem visitar os Zoos de todo o mundo e outros locais menos aconselháveis.
Um granda abraço para ti e rápida recuperação

Sérgio Lopes disse...

Meu caro António,

Aprendi! Não sabia os antecedentes históricos do Zoo de Lisboa. Tu, realmente, tens o dom de dar-nos valor acrescentado nas tuas crónicas. Bem hajas.

Grande abraço

AntonioMN disse...

Caros amigos
Uma das limitações que tenho nas minhas crónicas é o espaço. Tenho eu e os outros meus colegas opinantes do i. Temos de meter os nossos textos em 1500 caracteres, o que nem sempre é fácil... Como é óbvio, ficam sempre coisas que gostaria de dizer e não posso, até porque mantenho a formatação nas historietas igual aqui àquela em que viram a luz do dia no jornal.
Uma delas é que os lisboetas visitam o Jardim Zoológico três vezes na vida: Em crianças, quando são pais para o mostrar aos filhos e quando são avós para o mostrar aos netos.

Abraço a todos

Joao Facha disse...

Tenho passado bons momentos no zoo.
Só tenho pena que não arranjem um espacinho para o Sérgio.
Era de certeza uma atracção de primeira ordem.
Um abraço

Sérgio Lopes disse...

Ó António, sendo assim vou lá levar o meus "neto" João Facha eeheheheheh

Sérgio Lopes disse...

Ó João, bem se vê que não tens ido ao Zoo ou andas distraído. Estou lá quase há 71 anos eheheheh