domingo, 6 de setembro de 2009

Crónicas do AntónioMN

Domingo, 6 de Setembro de 2009

A igreja embruxada

Esta é a história da igreja mais azarada de Lisboa, a de S. Mamede, no largo e ao cimo da rua do mesmo nome, quase em frente da Imprensa Nacional e não muito longe do Palácio Palmela.As obras parecem ter-se iniciado por volta de 1780 mas em 1796, quando já estava levantada parte da capela-mor, um raio espatifou quase tudo. A paróquia tinha rendas e foros mas ninguém os pagava. O dinheiro faltava e a comissão fabriqueira tomou uma decisão de força: vendeu o cemitério que existia nas traseiras da igreja. Em 1834, com a cumplicidade do sacristão, a igreja foi assaltada e todos os bens foram roubados e três anos depois um temporal enorme derrubou a torre sineira. Em 1850, 70 anos depois, a igreja resumia-se a uma pequena edificação e a uma espécie de barracão anexo. Nessa altura já o pároco António Teixeira Salgueiro suspenso das suas funções, como vingança, tinha subtraído todos os livros e registos.A construção andava tão devagarinho que a obra nova não conseguia esconder a degradação do que já estava feito. Em 1865 a parte mais antiga já ameaçava ruína e uma parte da sacristia havia sido convertida em galinheiro! Na década de 1880 a câmara fartou-se de tanta incompetência e deitou mãos à obra, mas sem sucesso, porque em 1903 a igreja ameaçava outra vez ruína por ter sido atacada por uma praga de formiga branca. Em Maio de 1921 foi o fim do sofrimento: um grande incêndio destruiu por completo o edifício. A actual igreja foi inaugurada em 1924 com projecto do arquitecto Raul Martins. Mas não se pode dizer que seja grande coisa.

António Mendes Nunes - Jornalista .

Publicado em 2 de Setembro de 2009 no jornal i

6 comentários:

Natércia Martins disse...

Parece que começou a entrar no esquema de colagem de texto.

Sérgio Lopes disse...

Ahahahahahahah! Fui eu que reeditei o texto. Desta vez passei para Word, copiei e colei e deu quase certo não fosse a pressa...

Natércia Martins disse...

Afinal vocês são " trafulhas" e não dizem. Pensava eu que já estava aprendido e afinal ......

Sérgio Lopes disse...

O desaforo a que isto chegou! Diz o roto ao nu ahahahahah

Natércia Martins disse...

Meu Amigo !!!! Disfarça-se muito bem !!

MIGUEL VAZ SERRA disse...

Há semanas fui lá a uma missa,que odeio,por alma duma menina de 7 anos que morreu cortada pela hélice dum barco lá para o Castelo de Bode..um horror que só passa nos filmes "Amaricanes"...E lá vi a Mamede...muito má onda,é verdade..Não gosto daquele gaveto..tem má energia....