Acreditem ou não, eu sou a 6ª a contar da direita na 2ª fila.
Bons tempos estes. Já era casada e tinha o meu 3º filho com cerca de 2 anos.
Há tanto tempo .......
Claro que futebol entre solteiras e casadas.
Juntou mais gente que os outros " futebois"
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Acreditam?
Acreditem ou não, eu sou a 6ª a contar da direita na 2ª fila.
Bons tempos estes. Já era casada e tinha o meu 3º filho com cerca de 2 anos.
Há tanto tempo .......
Claro que futebol entre solteiras e casadas.
Juntou mais gente que os outros " futebois"
domingo, 13 de setembro de 2009
Postal Ilustrado
Tento ir dando alguma vida a este espaço que sendo de todos os que frequentámos a instituição IVS, não lhe ligam muito.
Aqui viemos em excursões quase obrigatórias, molhar os pés, coisa aventureira, na época.
Trata-se de uma tarde de Domingo, na praia de Buarcos com a cidade da Fugueira da Foz ao fundo
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
09/09/09
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Buarcos
domingo, 6 de setembro de 2009
Crónicas do AntónioMN
Domingo, 6 de Setembro de 2009
Esta é a história da igreja mais azarada de Lisboa, a de S. Mamede, no largo e ao cimo da rua do mesmo nome, quase em frente da Imprensa Nacional e não muito longe do Palácio Palmela.As obras parecem ter-se iniciado por volta de 1780 mas em 1796, quando já estava levantada parte da capela-mor, um raio espatifou quase tudo. A paróquia tinha rendas e foros mas ninguém os pagava. O dinheiro faltava e a comissão fabriqueira tomou uma decisão de força: vendeu o cemitério que existia nas traseiras da igreja. Em 1834, com a cumplicidade do sacristão, a igreja foi assaltada e todos os bens foram roubados e três anos depois um temporal enorme derrubou a torre sineira. Em 1850, 70 anos depois, a igreja resumia-se a uma pequena edificação e a uma espécie de barracão anexo. Nessa altura já o pároco António Teixeira Salgueiro suspenso das suas funções, como vingança, tinha subtraído todos os livros e registos.A construção andava tão devagarinho que a obra nova não conseguia esconder a degradação do que já estava feito. Em 1865 a parte mais antiga já ameaçava ruína e uma parte da sacristia havia sido convertida em galinheiro! Na década de 1880 a câmara fartou-se de tanta incompetência e deitou mãos à obra, mas sem sucesso, porque em 1903 a igreja ameaçava outra vez ruína por ter sido atacada por uma praga de formiga branca. Em Maio de 1921 foi o fim do sofrimento: um grande incêndio destruiu por completo o edifício. A actual igreja foi inaugurada em 1924 com projecto do arquitecto Raul Martins. Mas não se pode dizer que seja grande coisa.
António Mendes Nunes - Jornalista .
Publicado em 2 de Setembro de 2009 no jornal i
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Baú de Sonhos
Tenho no meu sótão um baú cheio de caixas coloridas.
Cada caixa contém,conforme a cor, desilusões, alegrias, lágrimas, ódios, amores desamores,sentimentos e cheiros.
Não abro todas as caixas ao mesmo tempo.
A caixa dos cheiros, contém os cheiros das manhãs no campo. O cheiro da terra molhada depois de um dia de chuva. O cheiro das espigas de milho, na eira, ao anoitecer, O cheiro das maçãs e do vinho a ferver no lagar O cheiro das filhós a fritar em azeite, na noite de Natal. O cheiro da canja a ferver na panela de ferro em cima do fogão de lenha. O cheiro do jasmim e da celinda no jardim. Cheiros intensos, estes.
A caixa das chatices, dos arrufos, ódios, discussões, permanece bem no fundo . E nunca a abro. Tem uma fita bem amarrada, para maior segurança da tampa. Não vá ela saltar.
A caixa da saudade tem lá dentro a memória dos meus pais e alguns familiares próximos, principalmente a saudade da minha avó.
As histórias contadas em redor da braseira, apoiada num estrado de madeira por baixo da camilha.
Histórias que nunca se apagam da memória. Noites longas de Inverno, frias e brancas transformando o orvalho num manto de gotas de gelo.
Enquanto os olhos se iam fechando vencidos pelo sono, as nossas mentes transportavam para o sonho, o que os ouvidos ouviam.
A caixa azul contém recortes e recordações.
As escadas de cantaria viradas para a estrada e eu pequena, sentada no último degrau tendo por companhia o cão preto e branco, cujo nome se perdeu nos meandros da minha memória.
Ali sentado, esperava pacientemente a meu lado, que o moleiro passasse com meia dúzia de burros carregados de farinha ou grão, pronto para o moinho lá ao fundo da aldeia,.
Havia o padre António, já muito velho que aos Domingos de manhã, passava numa charrete puxada por uma mula tão velha como o dono.
Melhor que tudo era a passagem de um cavaleiro e um cavalo branco que por vezes por ali andava. Era lindo o cavalo .... E eu mais o cão sentados no último degrau das escadas. E aquela do assalto ?
Pois bem, o quarto do criado, situava-se junto à casa do forno e por cima do curral da mula. Tocava acordeão nos bailes na taberna do Xico Sapateiro. Das teclas saía um som mágico que ouvíamos com agrado, das “ modas” em voga no tempo. Naquela noite, como não era dia de baile, tocava uma “ moda” no quarto. Na cozinha ouviram-se uns barulhos esquisitos, seguidos de passos. Uma porta bateu. Todos nós ficámos gelados de medo. Foi, então, que a minha avó, agarrando um pouco de coragem, chegou à janela e chamou o rapaz que tocava o acordeão, lá fora, no quarto. O cão ladrou e os passos calaram-se.
Num repente,a porta abriu-se entrando de rompante o criado, com um gesto rápido, passou na cozinha, agarrou um chouriço que estava em cima da mesa e enfrentou o intruso, como se de uma arma se tratasse.
Se era um ladrão, nunca se soube, ao certo, mas a fama do homem que enfrentou um ladrão com um chouriço, correu pela aldeia.
Há, ainda, uma caixa em forma de coração. Lá dentro, bem arrumadinhos, os meus amores. Não falo deles. São meus e não partilho com ninguém.
Mas há uma outra caixa verde. Esta caixa é a dos meus sonhos. Não a abro nunca. Tenho medo que se escapem e se espalhem por aí. É que apesar da idade, os sonhos, não se acabam.
Natércia Martins
Mais uma historieta das minhas
