terça-feira, 15 de setembro de 2009

Acreditam?

Acreditem ou não, eu sou a 6ª a contar da direita na 2ª fila. Bons tempos estes. Já era casada e tinha o meu 3º filho com cerca de 2 anos. Há tanto tempo ....... Claro que futebol entre solteiras e casadas. Juntou mais gente que os outros " futebois"

domingo, 13 de setembro de 2009

Postal Ilustrado

Tento ir dando alguma vida a este espaço que sendo de todos os que frequentámos a instituição IVS, não lhe ligam muito. Aqui viemos em excursões quase obrigatórias, molhar os pés, coisa aventureira, na época. Trata-se de uma tarde de Domingo, na praia de Buarcos com a cidade da Fugueira da Foz ao fundo

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O convento de S. Bento (I) . . por António Mendes Nunes, Publicado em 09 de Setembro de 2009 . Até meados do século XVIII, Lisboa, a ocidente, terminava no alto do Loreto. No entanto, um convento que começou a ser construído em 1598 na Quinta da Saúde, ocupado por frades da Ordem de S. Bento, haveria de modificar a zona. São apenas dois ou três apontamentos sobre esse edifício, a actual Assembleia da República, que hoje iremos deixar. Outras histórias virão a seguir.O convento, com maiores ou menores vicissitudes, haveria de manter-se sem grandes alterações ao longo dos anos, nomeadamente na volumetria e na fachada, até ao início do século XX, já que o interior passou por bastantes alterações, quando, na sequência da extinção das ordens religiosas, em 1834, por decisão de D. Pedro IV, foi adaptado para nele funcionarem as Cortes. Já desde 1757 que para lá havia sido mudado o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, vindo do Convento de S. Francisco, ao Chiado, que havia ficado muito danificado pelo terramoto. O arquitecto Possidónio da Silva foi o autor do primeiro projecto, em que surgiu a Câmara dos Pares (na anterior sala do capítulo) e, de raiz, a Câmara dos Deputados. O arquitecto Ventura Terra introduziu alterações que conferiram maior imponência e dignidade, após um incêndio que destruiu parte do edifício em 1895. Após o falecimento de Ventura Terra, em 1919, foram seus continuadores os arquitectos Cristino da Silva e Adolfo Marques da Silva. As obras arrastaram-se cerca de 50 anos. A fachada principal é da década de 1930. Em 1999 foi inaugurado um novo edifício, um projecto do arquitecto Fernando Távora, para a instalação de grupos parlamentares e serviços de apoio.Jornalista

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

09/09/09

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Quarenta anos depois da última gravação dos Beatles como grupo, precisamente em Setembro de 1969, vamos poder usufruir finalmente de todas as gravações oficiais do grupo em formato digital, na melhor qualidade que é possível com a tecnologia de que dispomos hoje.
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Os CDs dos Beatles disponíveis no mercado até hoje eram puras transcrições feitas a partir da mistura final de estúdio e não a partir das gravações originais. Daí que a grande maioria dos amantes da sua música preferissem sempre ouvi-los, com melhor qualidade, nas edições originais em vinil. É este o motivo, para quem não sabia, do enorme entusiasmo e excitação que rodeiam este lançamento, que não é uma simples reedição.
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A música dos Beatles faz parte integrante da vida de todas gerações que viveram na segunda metade do século XX, independentemente do gosto pessoal de cada um.
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Isto porque nunca mais o mundo parou à espera de um disco, nunca mais a gravação de uma canção foi televisionada para o mundo inteiro (e hoje seria fácil fazê-lo), nunca mais uma afirmação de popularidade de um músico (“we’re more popular than Jesus” – e eram) incendiou os E.U.A. e motivou autos de fé, nunca mais o FBI contratou Elvis Presley para espiar quatro adolescentes, nunca mais uma canção teve mais de quatro mil versões gravadas, nunca mais nenhum grupo vendeu tantos discos , nunca mais nenhuma geração ouviu o que um bando de adolescentes tinha para dizer sobre a guerra, a humanidade e o futuro (e eles pouco sabiam sobre tudo isso…), nunca mais um Presidente telefonou dezenas de vezes ao seu director nacional de segurança perguntando se um músico já tinha sido expulso do seu país (e não foi, Nixon também não teve essa satisfação), nunca mais outra banda teve sistematicamente os seus discos em todas as votações da melhor música do século XX (vejam a última lista da Rolling Stone), nunca mais se mantiveram durante anos estações de rádio (não digitais) só com as canções de um grupo.
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E a música, alguém ainda quer saber da música? Eu espero ansiosamente a caixa com 14 CDs que encomendei há semanas numa loja online, como se a fosse ouvir pela primeira vez. Vem aí aquela que é verdadeiramente a Banda Sonora da Minha Vida.
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João Jales
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Buarcos

Um " Postal" de Buarcos num domingo de Setembro à tarde. quantos de nós aqui viemos nos nossos passeios de "outros tempos" Um abraço

domingo, 6 de setembro de 2009

Crónicas do AntónioMN

Domingo, 6 de Setembro de 2009

A igreja embruxada

Esta é a história da igreja mais azarada de Lisboa, a de S. Mamede, no largo e ao cimo da rua do mesmo nome, quase em frente da Imprensa Nacional e não muito longe do Palácio Palmela.As obras parecem ter-se iniciado por volta de 1780 mas em 1796, quando já estava levantada parte da capela-mor, um raio espatifou quase tudo. A paróquia tinha rendas e foros mas ninguém os pagava. O dinheiro faltava e a comissão fabriqueira tomou uma decisão de força: vendeu o cemitério que existia nas traseiras da igreja. Em 1834, com a cumplicidade do sacristão, a igreja foi assaltada e todos os bens foram roubados e três anos depois um temporal enorme derrubou a torre sineira. Em 1850, 70 anos depois, a igreja resumia-se a uma pequena edificação e a uma espécie de barracão anexo. Nessa altura já o pároco António Teixeira Salgueiro suspenso das suas funções, como vingança, tinha subtraído todos os livros e registos.A construção andava tão devagarinho que a obra nova não conseguia esconder a degradação do que já estava feito. Em 1865 a parte mais antiga já ameaçava ruína e uma parte da sacristia havia sido convertida em galinheiro! Na década de 1880 a câmara fartou-se de tanta incompetência e deitou mãos à obra, mas sem sucesso, porque em 1903 a igreja ameaçava outra vez ruína por ter sido atacada por uma praga de formiga branca. Em Maio de 1921 foi o fim do sofrimento: um grande incêndio destruiu por completo o edifício. A actual igreja foi inaugurada em 1924 com projecto do arquitecto Raul Martins. Mas não se pode dizer que seja grande coisa.

António Mendes Nunes - Jornalista .

Publicado em 2 de Setembro de 2009 no jornal i

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Baú de Sonhos

Tenho no meu sótão um baú cheio de caixas coloridas.

Cada caixa contém,conforme a cor, desilusões, alegrias, lágrimas, ódios, amores desamores,sentimentos e cheiros.

Não abro todas as caixas ao mesmo tempo.

A caixa dos cheiros, contém os cheiros das manhãs no campo. O cheiro da terra molhada depois de um dia de chuva. O cheiro das espigas de milho, na eira, ao anoitecer, O cheiro das maçãs e do vinho a ferver no lagar O cheiro das filhós a fritar em azeite, na noite de Natal. O cheiro da canja a ferver na panela de ferro em cima do fogão de lenha. O cheiro do jasmim e da celinda no jardim. Cheiros intensos, estes.

A caixa das chatices, dos arrufos, ódios, discussões, permanece bem no fundo . E nunca a abro. Tem uma fita bem amarrada, para maior segurança da tampa. Não vá ela saltar.

A caixa da saudade tem lá dentro a memória dos meus pais e alguns familiares próximos, principalmente a saudade da minha avó.

As histórias contadas em redor da braseira, apoiada num estrado de madeira por baixo da camilha.

Histórias que nunca se apagam da memória. Noites longas de Inverno, frias e brancas transformando o orvalho num manto de gotas de gelo.

Enquanto os olhos se iam fechando vencidos pelo sono, as nossas mentes transportavam para o sonho, o que os ouvidos ouviam.

A caixa azul contém recortes e recordações.

As escadas de cantaria viradas para a estrada e eu pequena, sentada no último degrau tendo por companhia o cão preto e branco, cujo nome se perdeu nos meandros da minha memória.

Ali sentado, esperava pacientemente a meu lado, que o moleiro passasse com meia dúzia de burros carregados de farinha ou grão, pronto para o moinho lá ao fundo da aldeia,.

Havia o padre António, já muito velho que aos Domingos de manhã, passava numa charrete puxada por uma mula tão velha como o dono.

Melhor que tudo era a passagem de um cavaleiro e um cavalo branco que por vezes por ali andava. Era lindo o cavalo .... E eu mais o cão sentados no último degrau das escadas. E aquela do assalto ?

Pois bem, o quarto do criado, situava-se junto à casa do forno e por cima do curral da mula. Tocava acordeão nos bailes na taberna do Xico Sapateiro. Das teclas saía um som mágico que ouvíamos com agrado, das “ modas” em voga no tempo. Naquela noite, como não era dia de baile, tocava uma “ moda” no quarto. Na cozinha ouviram-se uns barulhos esquisitos, seguidos de passos. Uma porta bateu. Todos nós ficámos gelados de medo. Foi, então, que a minha avó, agarrando um pouco de coragem, chegou à janela e chamou o rapaz que tocava o acordeão, lá fora, no quarto. O cão ladrou e os passos calaram-se.

Num repente,a porta abriu-se entrando de rompante o criado, com um gesto rápido, passou na cozinha, agarrou um chouriço que estava em cima da mesa e enfrentou o intruso, como se de uma arma se tratasse.

Se era um ladrão, nunca se soube, ao certo, mas a fama do homem que enfrentou um ladrão com um chouriço, correu pela aldeia.

Há, ainda, uma caixa em forma de coração. Lá dentro, bem arrumadinhos, os meus amores. Não falo deles. São meus e não partilho com ninguém.

Mas há uma outra caixa verde. Esta caixa é a dos meus sonhos. Não a abro nunca. Tenho medo que se escapem e se espalhem por aí. É que apesar da idade, os sonhos, não se acabam.

Natércia Martins

Mais uma historieta das minhas