quinta-feira, 26 de maio de 2011

Faleceu Nuno Bonneville

Nuno com o filho

Com muita consternação recebemos ontem, 25 de Maio 2011, a triste notícia do falecimento do ex-aluno e nosso querido amigo Nuno Bonneville com quem partilhámos alguns anos dos nossos teens no internato IVS nos anos 50 do século passado.

Para quem não sabe Nuno Bonneville era pai do forcado com o mesmo nome, com que aparece na fotografia. Não tendo sido forcado, era amigo do Grupo GFA Lisboa há largos anos, tendo sido amigo de Nuno Salvação Barreto e convivido com muitos outros forcados do Grupo nas célebres noites de Lisboa das décadas de 60 e 70.

Ontem foi aprovado na Câmara de Lisboa, por proposta do CDS, um voto de pesar pela morte de Nuno Bonneville, que foi vereador da autarquia no mandato de Nuno Abecassis, tendo sido igualmente presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria de Belém.

Hoje, 26 de Maio, realiza-se uma missa às 14h na Igreja dos Jerónimos e o funeral é às 15h30.

Adeus Nuno! Lá para onde foste, descansa em PAZ e guarda-nos um cantinho para quando chegar a nossa vez.

A toda a Família Bonneville, as nossas sentidas condolências.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Crónica semanal do António Mendes Nunes (IVS nº 14)

Revista universal


por António Mendes Nunes, Publicado no Jornal I, em 13 de Abril de 2011

A "Revista Universal Lisbonense", que se publicou em Lisboa em meados do século xix, merece referência especial entre as muitas que existiram na capital. Funcionou na Rua da Horta Seca, no n.o 20 (num prédio que já não existe e onde está hoje a Casa da Imprensa). Saía à quinta e era chegava a todo o país, pelo correio (a Trás-os-Montes ou ao Minho uns quatro dias depois, mas em Lisboa nunca era entregue em casa dos assinantes depois das 11 da manhã).

Tinha arroubos enciclopédicos, pois no cabeçalho apresentava os assuntos de que tratava, nada menos do que crónica judicial, artística, científica, literária, agrícola, comercial, industrial e económica de todo o mundo. As notícias lá de fora eram tiradas de outros jornais, só às vezes com citação de fonte, ou, o que era mais comum, sem qualquer indicação para além de iniciais, nomeadamente as mais fantasiosas, com no primeiro número, de 1 de Outubro de 1841, que noticia que um militar alemão inventara um método para andar sobre a água, sem o auxílio de qualquer aparelho, ou que um francês residente em Portugal tinha descoberto um método barato e eficaz de fazer papel de qualidade a partir de estrume de cavalo. Não faltavam os crimes cometidos em Lisboa, o tempo, os espectáculos da capital e, pasme-se, todos os livros que se encontravam no prelo. A isto não deve ser estranho um dos seus redactores: Feliciano de Castilho. Fechou em 1849 e boa parte dos seus exemplares estão digitalizados em http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/RUL/1841-1842/1841-1842.htm.



Editor de opinião

quarta-feira, 23 de março de 2011

Crónica semanal do nosso 14 no i

À sombra dos Jesuítas
por António Mendes Nunes, Publicado em 23 de Março de 2011
 
No início de 1514, aí por Janeiro ou Fevereiro, começaram a abrir- -se as ruas e a demarcar-se os lotes que dariam origem à Vila Nova de Andrade (do nome do proprietário do terreno, a Herdade de Santa Catarina), que não muito tempo depois se passou a chamar Bairro Alto de São Roque. Muitas das ruas que hoje conhecemos mantêm o nome original, casos das ruas do Norte, das Flores (das Froles, se dizia então), da Barroca, da Rosa, das Gáveas, da Atalaia, e ainda outras. Mas o bairro não nasceu todo de uma vez, nada disso. Lá em cima, a parte que pega com os Moinhos de Vento (hoje Rua D. Pedro V e prédios adjacentes) foi cemitério dos mortos de uma peste grande, por carta datada de 1523, como ordenava D. João III, recolhido aos ares mais puros de Almeirim. Mais tarde, em 1555, poucos anos depois de se terem instalado em Portugal (com a primeira casa situada na Lisboa Oriental), os jesuítas mudaram-se também para o Bairro Alto, construindo uma pequena capela no local onde hoje se situa uma das capelas laterais de S. Roque.

Foi talvez a presença próxima dos padres da Companhia que tornou aquele lugar, até aí de olivais, tão apetecido. A ocupação inicial foi de gentes do mar, não propriamente de humildes marinheiros, mas sim de fidalgos navegadores e de mestres, que foram obrigados a construir casa de alvenaria nos três anos seguintes ao aforamento do terreno. Nasceu assim um bairro de ruas ordenadas, ares lavados e sítios amenizados pela sombra das árvores e pelo perfume das flores dos jardins. O Bairro Alto que hoje vemos é igualzinho ao de há 400 anos no xadrez das suas ruas, mas não na concentração de casas. Os quintais e os jardins foram sendo desmantelados para dar lugar a prédios e mais prédios.

Editor de opinião
Escreve à quarta-feira

domingo, 13 de março de 2011

Vitor Coelho. Perdemos mais um colega

É com profunda consternação que transcrevo um mail que acabo de ler da Lócas:


From: Maria da Glória Biscaya
Date: 13-03-2011 0:40:48

To: Maria da Gloria

Subject: Aluno IVS -Vitor Coelho

Hoje, pelas 10 horas, foi o funeral de um companheiro nosso Vitor Coelho


Descansa em PAZ, Vitor.