Ao ler com bastante interesse e alguma nostalgia o historial do IVS,contado pelo Sérgio,como pela Natércia ou pelo Acácio,fez com que eu,apesar das minhas fracas qualidades para a prosa, mas lembrando-me da "Guidinha"(lembram-se dela?)que escrevia uma crónica semanal num jornal de Lisboa,salvo erro no Diário Popular,cujo texto não tinha vírgulas nem pontos finais,e que teriam que ser os leitores a colocá-los, pois estavam no fim do texto..
Os meus primeiros passos após saida de casa dos meus Pais foram no IVS 1957, era então Director, o Dr. José Vaz Serra, que era também professor de Geografia e dava aulas na sala do edifício antigo, o tal que tinha um portão de ferro.
Recordo-me que as aulas eram muito castiças! Começava por ditar o sumário e seguidamente agarrava no compêndio de Geografia e começava a ler.....(dava cá um sono!).Lia umas três ou quatro folhas e terminava a aula.Na aula seguinte,a prática era a mesma, seguindo a leitura a partir da página em que tinha ficado.
Quanto aos perfeitos Paiva, Isaias e outro que está na foto, cujo nome não me recordo, não tenho a mencionar qualquer razão de queixa, todos me tratavam bem, apesar de reconhecer que
realmente o Paiva era o mais ríspido, embora não todos os dias.
Quanto ao Ten.Mendes Nunes,tenho também boas recordações,pois quando estava na sala de estudo e nós tinhamos alguma dúvida,principalmente de matemática ou de álgebra, ele estava sempre pronto a ajudar-nos e ficavamos bem esclarecidos.Havia realmente o problema do cigarro...mas com um sopro no livro, o assunto ficava resolvido.
Naquelas idades há coisas que nos ficam na memória e causam traumas.O Sérgio que o diga, por causa do Sarrabulho...! Eu também tenho um, mas ficará para uma outra altura a sua divulgação. Trata-se de "o gato e o cozinheiro" e é de todo um pouco macabro!
Recordo-me que havia uma grande rivalidade com o Colégio Nun'Alvares em Tomar e pela crónica do Sérgio já estou a perceber o porquê! A rivalidade era tanta que me recordo que quando a camioneta da Viação de Cernache passava por Tomar e nos transportava quando iamos ou vinhamos de férias, a malta dizia que ela não podia parar ao pé do colégio Nun'Álvares.
Por hoje,isto já vai longo e por isso vou terminar, mas à medida que a memória me trouxer novas histórias elas serão aqui contadas, caso isso não vos cause maçada.





