segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Alunos do IVS de há cerca de 20 anos, num passeio à Ericeira. Vejam a diferença das fotos do nosso tempo. Já lá vai meio século.

domingo, 10 de outubro de 2010

Como os tempos mudam !!!!! Esta foto foi-me cedida por um afilhado que fui visitar a Castelo Branco, onde mora. Foi tirada no dia do passeio de alunos do Instituto Vaz Serra, de passagem pela Praia das Maçãs. A fotografia deve ter cerca de 20 anos. Sentado à frente e o 1º junto ao banco está o Presidente da Câmara Municipal de Pedrógão grande ( aluno na altura, presumo ) Agradeço ao Tó, meu afilhado que me emprestou esta e outras fotos, que entretanto colocarei no Blog.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A trapalhada do 5 de Outubro

Por António Mendes Nunes, Publicado em 06 de Outubro de 2010 no jornal i A implantação da República teve aspectos de caricatura que nos lembram as rábulas do Raul Solnado na Guerra de 1908. É interessante ler na História de Portugal de José Mattoso, o VI volume, da autoria de Rui Ramos, que cita abundantes depoimentos publicados nos jornais da época. Sem faltar ao respeito à História nem à memória dos que morreram e se bateram pelos seus ideais (que os houve de ambos os lados) houve trapalhada da grande. Do lado dos monárquicos, as chefias militares estavam ocupadas com as jantaradas que assinalavam a visita do presidente eleito do Brasil, marechal Hermes da Fonseca, chegado a Lisboa no dia 1 de Outubro. Do lado republicano a desorganização na preparação do golpe foi total e as mais distintas figuras ou foram marginalizados pelos operacionais, ou ficaram no conforto das suas casas. Foi o encarregado de negócios da Alemanha, que estava hospedado no Hotel Palace, nos Restauradores (entre os fogos dos dois principais contendores) que acabou, involuntariamente, com os combates. Telefonou para o Quartel-General, pedindo um cessar-fogo para que os civis estrangeiros pudessem ser evacuados para local seguro. Hasteou-se a bandeira branca que indicava as tréguas e o cidadão alemão subiu a Avenida empunhando um lençol atado no pau de uma vassoura, fazendo as vezes de bandeira branca para negociar com Machado dos Santos, que comandava as tropas na Rotunda. Ao verem isso, os monárquicos desmoralizaram e deram-se como derrotados, enquanto os revoltosos pensando que os outros haviam capitulado, acabaram por vir Avenida abaixo abraçar os seus opositores de uma hora atrás!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O verdadeiro Leão da Estrela

Por António Mendes Nunes ***
Se julga que o Leão da Estrela é apenas o filme rodado em 1947 por Artur Duarte, em que Anastácio (interpretado por António Silva), sportinguista de gema, vai ao Porto, de visita ao seu amigo Barata, para ver um F. C. Porto-Sporting, engana-se. Não, o primeiro leão da Estrela foi um animal a sério, um felino de grande juba que Inácio José de Paiva Raposo trouxe de África e doou a Lisboa em 1869. A câmara municipal mandou construir uma jaula e pôs o bicho em exposição no Jardim da Estrela, tendo ficado guardado numas instalações provisórias no Campo Pequeno enquanto a obra se fazia. A imprensa da época conta que o transporte do leão para a Estrela, a pau e corda, ao lombo de doze galegos foi o primeiro espectáculo para os basbaques.
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A 6 de Maio de 1869, o "Jornal do Comércio" contava que nunca o jardim tinha sido tão concorrido, com o Zé Povinho não só a ver o leão, mas também a atormentá-lo, atirando-lhe paus e pedras e provocando-o com guarda-chuvas e bengalas. A polícia teve de intervir para descanso do bicho.Passados três anos o leão deu em entristecer e deixou de caminhar. João Pedro Correia, veterinário, descobriu a causa da doença: por falta de exercício as unhas tinham crescido tanto que se cravaram na almofada das patas, provocando-lhe enormes dores. Na época ainda não se usavam os dardos anestesiantes, pelo que foi preciso agarrar o leão com uma corda para que um enfermeiro do hospital veterinário e o respectivo conservador conseguissem cortar-lhe as unhas. Isto só foi conseguido após muitas tentativas falhadas, conta o "Jornal da Noite" de 16 de Março de 1872.
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Editor de opinião
Escreve à quarta-feira

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Bichos na cidade por António Mendes Nunes

Bichos na cidade

por António Mendes Nunes, Publicado em 22 de Setembro de 2010
COM A EPOPEIA dos Descobrimentos, a partir do século xv, Lisboa tornou-se ponto de chegada de coisas exóticas que a Europa olhava com espanto e cobiça. Entre essas novidades havia gentes de vestimentas e costumes estranhos e bichos grandes, feras que os escritores antigos haviam tornado lendas. Elefantes, onças, rinocerontes, leões, avestruzes e vários outros eram mostrados ao povo, que ficava abismado com o poder do seu soberano.
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Conta-se que terá sido D. Dinis o primeiro a exibir um animal feroz, um urso, no seu Paço de Frielas (hoje vagas ruínas no concelho de Loures). Pensa-se que D. João II já teria dois leões no paço da Alcáçova, no Castelo de S. Jorge (origem da Casa dos Leões, hoje restaurante), mas foi com D. Manuel que essa magnificência foi levada ao extremo. A "Crónica do Felicíssimo Rei Dom Manuel" (Damião de Góis, 1586) conta- -nos essas histórias fabulosas. Abrimos a boca de espanto, não só pela descrição das cobras de mais de 25 metros (40 côvados), mas de elefantes que sabiam escrever e outras maravilhas. Mais verídica é a descrição de um combate que o rei Venturoso mandou organizar num pátio do seu Paço da Ribeira entre um elefante e um rinoceronte, em Fevereiro de 1517. O elefante, muito jovem, assustou-se, arrancou com a tromba as grades de uma janela e fugiu, só parando no Paço dos Estaus, no Rossio. Esse foi o rinoceronte oferecido ao Papa Leão X, em Outubro, mas a nau em que seguia naufragou em Génova e o bicho morreu afogado. Esfolaram-no e encheram a pele com palha. Foi isso que o Papa viu, mas mesmo assim, segundo Damião de Góis, com muita atenção e espanto! Editor de opinião Escreve à quarta-feira

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Esta foto tem cerca de 60 anos. No almoço em casa do António Garcês conseguimos identificar alguns dos retratados, mas como a idade não perdoa, esqueci-me dos nomes. Quem dá uma ajuda? (é óbvio que ainda reconheço o Sr. Libânio Vaz Serra e o meu Pai...)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sabem quem é esta simpatia de menina? Para mim, a melhor fotografia do dia.
Beijinho para ti